Salário de Weintraub no Banco Mundial será de R$ 115 mil mensais

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O salário de Abraham Weintraub no Banco Mundial será de US$ 21,5 mil mensais, o equivalente a cerca de R$ 115 mil mensais. A demissão do ministro da Educação foi anunciada ontem (19) pelo presidente Jair Bolsonaro e o Ministério da Economia confirmou a indicação para a vaga de diretor-executivo do grupo de países – conhecido como constituency – que o Brasil lidera no Banco Mundial.

Com a remuneração, Weintraub terá um aumento de renda em reais, já que o salário de ministro é de R$ 31 mil mensais, o teto do funcionalismo público.

A indicação ainda depende da aprovação dos demais países membros do grupo: Colômbia, Equador, Trinidad e Tobago, Filipinas, Suriname, Haiti, República Dominicana e Panamá.

Ao anunciar a indicação, o governo brasileiro apresentou o currículo de Weintraub: mais de 20 anos de atuação como executivo no mercado financeiro, economista-chefe e diretor do Banco Votorantim, além de CEO da Votorantim Corretora no Brasil e da Votorantim Securities no Estados Unidos e na Inglaterra.

A atuação de Weintraub no banco Votorantim foi motivo de ironia do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, em entrevista coletiva ontem: “Para o Banco Mundial? Porque não sabem que ele trabalhou no Banco Votorantim, que quebrou em 2009 e ele era um dos economistas do banco.”

Weintraub também foi sócio da gestora de fundos Quest Investimentos, integrou o Comitê de Trading da BM&FBovespa e o Comitê de Macroeconomia da Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima). Na Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias (Ancord) atuou como conselheiro do Comitê de Macroeconomia.

O economista é professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e possui mestrado em Administração e MBA Internacional. Foi um dos responsáveis pela elaboração do Plano de Governo de campanha do presidente Jair Bolsonaro em 2018. No governo Bolsonaro, Weintraub foi secretário-executivo da Casa Civil da Presidência da República. Deixou o cargo quando foi nomeado ministro da Educação.