Prefeito de São Paulo cria novo rodízio de veículos para jogar no lixo o direito de ir e vir do cidadão. Conheça

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A prefeitura de São Paulo vai limitar a circulação de carros na cidade por meio de um esquema de um rodízio mais restritivo. A medida foi anunciada na manhã desta quinta-feira (7) pelo prefeito Bruno Covas (PSDB). “Momentos extremos exigem medidas extremas”, afirmou Covas.

“Essa é uma medida necessária para a gente evite ter que decretar o lockdown na cidade de São Paulo, completou o prefeito.

A partir de segunda-feira (11), carros com placas de final par só poderão rodar em dias pares e veículos com final ímpar, nos dias ímpares. A medida também vale para toda a cidade, durante 24 horas, inclusive sábados e domingos.

O número de mortes pelo coronavírus continua aumentando e chegou a 1.910 na capital, com 23.187 casos. A taxa de isolamento social na cidade, única forma de prevenção contra a doença, por outro lado, continua em queda, com 48% de adesão, segundo último índice divulgado.

O número é considera abaixo da média mínima desejada para conter o avanço da pandemia e possibilitar medidas futuras de relaxamento da quarentena.

Por conta da ampliação do rodízio, a prefeitura irá ampliar a frota de ônibus na cidade.

Ações educativas

Na noite de terça (5), o prefeito Bruno Covas suspendeu as interdições no trânsito. A medida foi usada por dois dias como tentativa para elevar o índice de isolamento social na capital paulista.

Após reclamações de profissionais dos serviços essenciais e elevação do trânsito na cidade, a gestão municipal decidiu manter apenas as intervenções pedagógicas com enfoque na prevenção da Covid-19.

Segundo CET, nesta quinta-feira (7), as ações ocorreram nas Avenidas Vital Brasil com Avenida Corifeu de Azevedo Marques; na Zona Oeste, e nas Avenidas Edgar Facó, esquina com Avenida Paula Ferreira, na Zona Norte.

Ação educativa ocorre nesta quinta na Avenida Edgar Facó — Foto: Reprodução/TV Globo

Ação educativa ocorre nesta quinta na Avenida Edgar Facó — Foto: Reprodução/TV Globo

Os bloqueios parciais começam a partir das 7h e ocorrem até as 9h. Nesses pontos, agentes de saúde fazem exibições de mensagens aos motoristas, lembrando sobre as medidas essenciais para prevenir a disseminação da doença.

Fim dos bloqueios

A suspensão aconteceu após muita reclamação de funcionários da saúde, que foram barrados nesses bloqueios criados pela administração municipal. O episódio gerou a abertura de um inquérito civil público por parte do Ministério Público do estado de São Paulo para apurar a medida aditada pela gestão municipal.

O prefeito avaliou que eles não tiveram o efeito desejado, que era de elevar a adesão dos paulistanos ao isolamento social na cidade.

Profissionais da saúde

O bloqueio em ruas e avenidas da capital paulista começou na segunda-feira (4), mas nesta terça-feira (5) a Prefeitura de São Paulo ampliou o número de interdições de quatro para oito em grandes avenidas das Zonas Leste, Norte, Oeste e Sul.

O período de bloqueio também foi ampliado e passou a ser operacionalizado entre às 6h e 10h, gerando congestionamentos na cidade. O maior congestionamento registrado nesta terça-feira (5) na capital paulista foi 3,5 km na Radial Leste.

Profissionais de saúde ficaram barrados em alguns desses bloqueios criados pela Prefeitura de São Paulo para tentar melhorar o índice de isolamento na capital. O analista de faturamento de um hospital da capital paulista, André Silva, foi um dos profissionais que ficou preso no trânsito e se atrasou para o trabalho.

“Teria que estar no hospital às 7 horas, são 9 horas e não cheguei na metade do caminho. É triste, né?”, disse ele.

Por causa de situações como essa, o Ministério Público do estado de São Paulo abriu um inquérito civil público para apurar a medida aditada pela gestão municipal.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) terá que explicar ao MP quais são os estudos que embasaram a adoção da medida. A Prefeitura disse que prestará todos os esclarecimentos solicitados.