Bolsonaro diz que paga R$ 1.000 de auxílio se deputados cortarem salário pela metade

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O ministro da Economia Paulo Guedes e o presidente Jair Bolsonaro confirmaram, nesta terça-feira (9), que haverá o pagamento de duas novas parcelas do auxílio emergencial. O benefício vem sendo pago desde o mês de abril e, de início, havia sido prometido os pagamentos até junho.

Os beneficiários recebem R$ 600 por mês – este valor pode ser de R$ 1.200 para mulheres chefes de família. Em meio a pandemia do novo coronavírus, o auxílio emergencial beneficiou desempregados, beneficiários do Bolsa Família e profissionais autônomos.

Guedes e Bolsonaro confirmaram o pagamento de mais duas parcelas, mas ainda não definiram o valor a ser pago. Tudo indica que deva ser de R$ 300. Nesta terça, após deixar a reunião ministerial, Bolsonaro afirmou que não tem como manter as parcelas em R$ 600.

Cada mês de pagamento do auxílio emergencial representa R$ 40 bilhões de despesas para o governo. Bolsonaro citou o crescimento da dívida do governo diante dos pagamentos do auxílio e afirmou que sabe que alguns parlamentares querem mais duas parcelas no valor atual.

“Se nós tivermos um programa para diminuir o salário dos parlamentares pela metade para pagar essas parcelas, tudo bem, pago até R$ 1.000 por mês”, afirmou o presidente. Bolsonaro e o Congresso têm relação marcada por embates.

Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) comentou as falas de Bolsonaro e afirmou que se todos os poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário) toparem cortar um valor do salário por um período de seis meses, o parlamento vai participar.