Valdemiro Santiago deixa ‘feijão milagroso’ para trás e agora vende colchões

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O apóstolo Valdemiro Santiago virou notícia em todo o Brasil há poucos dias por vender um feijão que, segundo ele, curaria a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Após a venda do “feijão milagroso” ir ao ar, Valdemiro foi muito criticado nas redes sociais em meio a pandemia que assola o mundo. No Brasil, mais de 17 mil pessoas já morreram vítima da Covid-19.

Proibido de vender o feijão – que era oferecido por no mínimo R$ 100 – pelo Ministério Público Federal (MPF), que retirou o vídeo do ar, Valdemiro agora apelou a uma prática nada comum em programas religiosos: a venda de publicidade.

Em seu programa de TV e internet, o líder da Igreja Mundial do Poder de Deus apareceu fazendo propaganda de colchões da empresa Sono Quality. “Eu posso falar, porque eu tenho em casa, na minha suíte na igreja. Olha o que Deus faz na vida das pessoas. Ele vai te dar condição para você ter um também”, diz o apóstolo.

Igrejas muito grandes, que dependem do dízimo e ofertas dos fiéis para se manterem abertas, estão enfrentando grandes dificuldades financeiras. Com algumas das igrejas fechadas, a arrecadação teria diminuído drasticamente.

Proibido de vender os feijões, o apóstolo Valdemiro apelou para as propagandas. A empresa que vende colchões anuncia o produto em diversos programas de TV, especialmente em emissoras como RedeTV!, Band e Record TV.

O jornalista José Luiz Datena, apresentador do Brasil Urgente, da Band, é um dos garotos-propaganda da marca na TV. O valor que Valdemiro recebeu para fazer a propaganda do colchão não foi divulgado.