Shoppings das zonas Sul e Oeste de SP reabrem com controle de clientes e aferição de temperatura. Veja como foi

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Shoppings da cidade de São Paulo reabriram, nesta quinta-feira (11), e os funcionários aferiram a temperatura dos clientes, controlaram o fluxo de entrada e orientaram para que o distanciamento de 1,5 metro fosse respeitado. De acordo com a Associação Brasileira dos Shoppings Centers, dos 53 shoppings da capital paulista, 46 reabriram.

Alguns shoppings apostaram no controle de pessoas por aplicativo. Cada entrada tem um contador com um sistema que se atualiza a cada minuto. Depois de medir a temperatura, o cliente entra e encontra instruções de distanciamento nos corredores. Além dos avisos, há pontos para higienizar as mãos com álcool em gel.

Circulação de pessoas no Morumbi Shopping durante a reabertura, na véspera do dia dos namorados — Foto: VAN CAMPOS/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Circulação de pessoas no Morumbi Shopping durante a reabertura, na véspera do dia dos namorados — Foto: VAN CAMPOS/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Trânsito

A cidade de São Paulo registrou lentidão média de 28 km, com mais de cinco milhões de veículos nas ruas e o índice de isolamento se manteve em 48%.

O transporte público teve movimento intenso nesta quinta-feira. A estação Brás da CPTM estava lotada pela manhã. Já na estação Tatuapé da Linha Vermelha do Metrô, os seguranças tiveram dificuldade para controlar o acesso. Eles tentaram organizar fila, forçar distanciamento, mas teve aglomeração no local.

O shoppings da capital paulista foram liberados para reabrir a partir de quinta-feira (11) após mais de 80 dias fechados, entretanto, terão que cumprir novas regras de funcionamento devido a pandemia de coronavírus.

Com o objetivo de manter o distanciamento social, o protocolo que estabelece as regras do setor determina que os shoppings poderão atender apenas 20% de sua capacidade habitual e funcionarão 4 horas por dia, das 6h às 10h ou das 16h às 20h.

Os cinemas, entretenimento, atividades para crianças, salões de beleza e academias permanecem fechados. No caso dos restaurantes, a praça de alimentação não reabrirá, entretanto, os estabelecimentos poderão funcionar pelo sistema de delivery ou retirada.

Consumidores tem a temperatura aferida antes de entrarem no Shopping Pátio Paulista, na Bela Vista, na região centro-sul da cidade de São Paulo, por volta das 16h desta quinta- feira, 11 de junho de 2020 — Foto: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO

Consumidores tem a temperatura aferida antes de entrarem no Shopping Pátio Paulista, na Bela Vista, na região centro-sul da cidade de São Paulo, por volta das 16h desta quinta- feira, 11 de junho de 2020 — Foto: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO

Shoppings populares

No primeiro dia de funcionamento dos shoppings populares de São Paulo, as tradicionais ruas de comércio do Brás amanheceram lotadas em plena pandemia do coronavírus. Os shoppings abriram às 6h e podem funcionar até as 10h.

Com regras rígidas para funcionamento, os shoppings não conseguiram manter o controle de fluxo de clientes, cuja lotação máxima deve ser de 20%, e nem distanciamento entre as pessoas.

Na Rua Tiers, que reúne vários shoppings populares, era possível ver cartazes que indicavam o uso obrigatório de máscaras e de álcool em gel.

Faixas de isolamento fechavam as entradas dos shoppings que estavam com um único acesso liberado. Nas entradas, seguranças paravam todos os clientes para aferir a temperatura, conforme a determinação da Vigilância Sanitária.

No Shopping Canindé, apesar da entrada só ser liberada após a checagem da temperatura e com uso de máscaras, não havia nenhum controle de acesso de pessoas e os clientes se amontoavam nas poucas lojas que estavam abertas.

No Shopping Valtier, os boxes que ficam lado a lado estavam marcados com desenhos de bola e triângulo.

Apesar do controle dos lojistas, havia grande aglomeração de pessoas que se espremiam nos corredores apertados do estabelecimento.

Já o Shopping Porto, na mesma rua, era o único que não foi visto um grande número de pessoas e o distanciamento de 1,5 metro era cumprido. Uma das razões possíveis para os corredores vazios era o grande número de lojas fechadas.

Protocolos

O documento também recomenda ainda que os shoppings orientem os clientes a fazerem suas compras sem acompanhantes para evitar aglomeração. Festas de reabertura não são permitidas.

Os shopping deverão orientar filas e demarcar o piso para que os clientes mantenham uma distância de 1,5 metro, além disso, nas passagens de grande fluxo recomenda-se que seja colocada uma sinalização para que os consumidores passem pelo local em um fluxo único. A quantidade de pessoas nos elevadores também será limitada.

Os shoppings também deverão controlar o fluxo de acesso aos sanitários para que não haja aglomeração em filas. Além disso, as áreas do estacionamento serão reduzidas e as entradas e saídas serão ajustadas para coordenar o fluxo. O serviço de valet se manterá suspenso.

Além de evitar a aglomeração de pessoas, o protocolo também estabelece outras medidas de combate ao coronavírus, como o uso obrigatório de máscaras por funcionários e clientes, a disponibilização de álcool em gel 70% em local visível e de fácil acesso e a aferição de temperatura. Sempre que possível, portas permanecerão abertas para evitar o manuseio de fechaduras e privilegiar a ventilação natural.

O documento ainda determina que alguns colaboradores estão impedidos de retornar as suas atividades, são eles: pertencentes ao grupo de risco; ou que tiveram contato com pacientes infectados ou com suspeita do Covid-19 nos últimos 7 dias; ou que tenham sintomas sugestivos de estarem contaminados pela doença.

Caso o empregado possua filhos incapazes e que, para cumprir o expediente, dependa do funcionamento de creches ou escolas que ainda não tenham retomado as atividades, o protocolo estabelece que o empregador deverá entrar em acordo com o funcionário para encontrar uma alternativa viável.