Ratinho defende Bolsonaro e afirma que imprensa tenta derrubar o governo

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Carlos Massa, o Ratinho, voltou a defender Jair Bolsonaro (sem partido) e criticar a imprensa brasileira. Desta vez, em entrevista ao canal de José Luiz Datena no YouTube, o apresentador do SBT afirmou que não é bolsonarista, mas alguém torce pelo Brasil.

O comunicador ainda disse que torce pelo governo de João Doria (PSDB), em São Paulo, e do seu filho Ratinho Júnior (PSD), no Paraná.

“A grande imprensa está tentando derrubar o governo. A esquerda não se conforma. E toda redação de jornal tem jornalista de esquerda. E eles tão batendo porque não aceitaram que perderam a eleição. Eu não sou bolsonarista, eu sou do Brasil. Eu torço para o Dória fazer um bom governo em São Paulo, e meu filho fazer um bom governo no Paraná”, desabafou ele.

O apresentador também falou sobre a prisão de Fabrício Queiroz, acusado de participar de um suposto esquema de rachadinha, onde servidores da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) devolveriam parte de seus salários ao então deputado Flávio Bolsonaro (hoje senador pelo Republicanos-RJ).

Ratinho pediu que os culpados paguem pelo erro e que o presidente não deve ser responsabilizado por isso. “Se ele cometeu algo de errado, o Queiroz ou o Flávio, eles que paguem. Mas não é um crime para se derrubar o presidente da República. Colocaram o caso Marielle contra o presidente da República. Não deu certo, colocaram outro caso”, disparou.

Sobre o jeito de Bolsonaro e as as atitudes dele com os filhos, o contratado do SBT o defendeu: “Ele é um militar. Fui deputado de 1990 até 1994 com Bolsonaro. Ele sempre foi desse jeito. Ele gosta dessas confusões também. Quando bate no teu filho, você não vai defender seu filho? Tudo é esquema. Eu nunca vi um presidente apanhar tanto. O grande erro do Bolsonaro é achar que uma mídia social tem o mesmo impacto que uma TV aberta”.

Carlos Massa também falou com Datena sobre a nomeação do novo ministro das Comunicações, Fábio Faria (PSD-RN), que é genro de Silvio Santos.

“Coitado do Sílvio, não tem nada a ver com isso. Ele toca o SBT independente do governo. O Fabinho é o que mais fala com as emissoras. Ele é quem coloca panos quentes. Se deixarem ele trabalhar, ele vai explicar que o Brasil é mais importante que a próxima eleição”, contou.