Policial negro é morto por outros negros ao tentar evitar saque em loja nos EUA durante protesto anti-racismo

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David Dorn, um ex-policial aposentado de 77 anos foi morto a tiros na cidade de St. Louis (Missouri, nos Estados Unidos) quando respondia ao chamado de um alarme em uma loja que estava sendo saqueada. Assim como outras cidades do país, St. Louis também foi tomada por protestos contra a morte de George Floyd e registrou episódios de violência e saques.

O incidente aconteceu na última segunda-feira, 01, data na qual a polícia disse ter prendido 25 pessoas e informou que ao menos 55 estabelecimentos comerciais foram danificados durante os tumultos. Dorn, que chegou ao posto de capitão e serviu a cidade por 38 anos, atuava como segurança no local e morreu na calçada em frente ao estabelecimento.

“David Dorn estava exercendo os ensinamentos que aprendeu aqui”, disse o atual capitão da polícia da cidade, John Hayden, que lembrou dele como um “um excelente capitão”. Ainda de acordo com Hayden, que uma das missões pessoais de Dorn enquanto na ativa era o de ajudar os mais jovens. “A quem puxou o gatilho, pare o que você está fazendo. Entenda a razão por trás do seu protesto”, disse ele.

“Dorn foi morto por saqueadores em uma loja de penhores. Ele era o tipo de irmão que teria dado sua própria vida por essas pessoas se fosse necessário. Violência não é a resposta, seja para um cidadão ou um policial”, escreveu a Sociedade Ética da Polícia em um tuíte.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também endereçou a morte de Dorn em sua conta do Twitter. “Nossas condolências para a família de David Dorn, um grande capitão da polícia de St. Louis, que foi brutalmente morto por saqueadores desprezíveis”, escreveu Trump. “Honramos os policiais, talvez mais do que nunca. Obrigado.”