‘Morra quem morrer’, diz prefeito baiano, que logo depois sofre com represália

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A pandemia mundial causada pelo novo coronavírus vem afetando diretamente muitas cidades brasileiras. Uma delas é Itabuna, localizada no estado Bahia. O prefeito da respectiva cidade, Fernando Gomes, deu uma declaração polêmica nesta quarta-feira, 1 de julho.

Na cidade de Itabuna, 100% dos leitos de UTI estão ocupados. Ou seja, caso haja mais algum paciente em estado grave, este pode falecer em decorrência das faltas de equipamentos médicos.

No entanto, o essencial é que a cidade de Itabuna entre em uma quarentena total para que não hajam mais infectados pela doença Covid-19.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o prefeito diz que reabrirá os comércios de Itabuna e diz ainda que adiou em um dia a abertura oficial.

Com a dúvida, com os nossos morrendo por causa de um leito em Itabuna, vou transferir essa abertura. No dia 8, mandei fazer o decreto, que no dia 9 abre, morra quem morrer“, disse.

Fernando Gomes foi muito criticado e pagou caro após a declaração repercutir em todo o Brasil, pois aitudes foram tomadas para que o mesmo se retratasse.

A assessoria de imprensa da prefeitura de Itabuna entrou em contato com a TV Bahia, afiliada da Rede Globo de Televisão, e informou que o prefeito foi “mal interpretado” em um momento que estava “sendo contrariado em meio a crise econômica” que enfrentaria a cidade baiana.

Itabuna tem 1.498 casos ativos do novo coronavírus e, até o momento, mais de 67 mortes foram registradas. A respectiva cidade tem cerca de 200 mil habitantes e é uma das com maiores números de casos da doença na Bahia.

O governador do estado, Rui Costa, disse que entrou em contato com Fernando Gomes e relatou que ele estaria sob pressão. No entanto, o governador disse ter pedido ao prefeito que o comércio de Itabuna não reabra.