Jair Bolsonaro se irrita ao ser questionado sobre preço do arroz : ‘Vai comprar na Venezuela’

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presidente Jair Messias Bolsonaro fez, na manhã deste último domingo, 25 de outubro, um dos seus tradicionais passeios de moto pelo Distrito Federal aos finais de semana. Bolsonaro estava na companhia dos ministros da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, e também o da Casa Civil, Walter Braga.

Jair Bolsonaro tem colecionado polêmicas frases durante a pandemia do coronavírus. Além disso, ele também costuma contrariar as medidas de segurança aconselhadas pelos profissionais de saúde. Assim como já fez outras vezes, o presidente brasileiro não estava usando máscara e também acabou provocando aglomeração ao interagir com apoiadores no local.

Vale ressaltar que o uso de máscara é obrigatório em áreas públicos do DF. As pessoas que forrem flagradas sem o acessório estão sujeitas a multas no valor de R$ 2 mil e também responde pelo crime de infração sanitária, sendo que a pena nesse tipo de caso pode chegar a até um ano de prisão.

Ele esteve em uma feira no Cruzeiro, outra região administrativa do Distrito Federal. No local, o presidente Jair Bolsonaro acabou se irritando com o questionamento de um homem que reclamou do atual preço do arroz. “Bolsonaro, baixa o preço do arroz, por favor. Não aguento mais”, disse o homem.

Bolsonaro não teria gostado muito e deu uma resposta bem direta ao homem. “Tu quer que eu baixe na canetada? Você quer que eu tabele? Se você quer que eu tabele, eu tabelo. Mas você vai comprar lá na Venezuela”, disse o presidente do Brasil. Após a resposta do governante, o homem teria se afastado sem falar mais nada.

O preço alto do arroz ao consumidor final fez com que o governo anunciasse, no mês passado, a isenção da tarifa de importação para 400 mil toneladas do alimento. A medida tem como objetivo reduzir o custo do alimento importado para aumentar a oferta dentro do Brasil, e desta forma, tentar conter os preços elevados do produto dentro do mercado interno.

Um dos fatores que explica a alta do produto foi o aumento do consumo por causa da pandemia do coronavírus e também do Auxílio Emergencial, além da valorização do dólar sobre o real, redução da disponibilidade de grãos que abastecem o país.