Jair Bolsonaro recusa vacina contra o coronavírus produzida pela China e diz distribuirá a de Oxford

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Nesta quinta-feira (30), Jair Bolsonaro fez uma transmissão ao vivo nas redes sociais e, entre outros assuntos, comentou a respeito da vacina contra o coronavírus, que está sendo desenvolvida pela China.

O presidente disse aos apoiadores que não irá negociar o medicamento que está em fase avançada pelo principal parceiro comercial do Brasil e, sem citar a nação oriental, completou: “Estamos no consórcio de Oxford. Serão 100 milhões de unidades. Não é daquele outro país não“.

Ainda durante a transmissão pela internet, Bolsonaro afirmou, ao lado de Tarcísio Gomes de Freitas, ministro da Infraestrutura, que no caso dele não é preciso tomar a vacina contra a Covid-19, alegando que já está ‘imunizado’.

Muitos apoiadores do presidente têm adotado essa postura anti-vacina chinesa. Nas redes sociais já são vários grupos que reúnem pessoas determinadas a não tomarem a vacina contra o coronavírus.

Esse episódio chegou a lembrar muitos de quando Eduardo Bolsonaro se desentendeu com o embaixador chinês no Brasil. Yang Wanming não gostou nem um pouco quando o filho do presidente brasileiro disse que a China seria responsável pela disseminação do coronavírus pelo mundo.

Em relação à declaração dada hoje por Jair Bolsonaro, nenhuma autoridade chinesa se pronunciou a respeito, pelo menos até o momento. Especialistas acreditam que a China pode entender que o presidente brasileiro não tem interesse em parcerias com o país oriental; e isto acabar causando um novo climão entre as duas nações.