Famílias acreditam que meninos de Belford Roxo podem estar vivos

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A defensora pública Gislaine Kepe, do núcleo de direitos humanos da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, informou na tarde desta sexta-feira (30), que os familiares dos três meninos desaparecidos em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, acreditam que os garotos ainda podem estar vivos.

A defensora também comentou que os parentes dos jovens não quiseram acompanhar os trabalhos de busca no local onde um homem teria deixado os corpos.

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) encontrou uma ossada enquanto fazia buscas em uma área próxima a uma ponte em Belford Roxo, onde teriam sido deixados sacos com corpos de três meninos desaparecidos no município.

“As famílias não quiseram acompanhar porque elas estão resistentes a acreditar que essa possa ser a finalização das investigações. Elas ainda acreditam assim como nós, da Defensoria e da OAB, que as crianças ainda possam estar vivas”, disse Gislaine Kepe.

 

A defensora disse ainda que o trabalho de perícia feito no material que foi encontrado nesta sexta-feira pode indicar novas pistas sobre o caso. Gislaine acredita que as buscas devam acontecer

“Acreditamos que a partir da perícia que vai ser feita com o que foi encontrado, é possível inclusive fazer novas buscas no local. Até mesmo em outros pontos do rio também. Já tem sete meses, então, outras buscas não só naquele local do rio, mas também em outro curso até a baia”, comentou Kepe.

Segundo informações obtidas pelo G1, os ossos achados se assemelham a costelas e estariam dentro de um saco preto.

O material foi levado para perícia e deve demorar pelo menos sete dias para ser analisado. Foram encontrados também fios de cabelo, que serão analisados.

Segundo fontes da Polícia Técnico-Científica, a ossada será levada para o setor de antropologia do Instituto Médico Legal. Não está descartado que seja uma ossada animal, devido ao estado avançado de decomposição.

A informação veio de uma denúncia nesta semana. Após sete meses de investigação, um homem se apresentou à polícia acusando o próprio irmão de ter participado da ocultação dos corpos.

Um saco com corpos teria sido jogado de uma ponte, que fica acima de um rio que corta o município. A ação é feita com a ajuda de bombeiros do quartel de Belford Roxo e Grupamento de Buscas e Salvamento da corporação.

Lucas Matheus, de 9 anos, e Alexandre Silva, 11, e Fernando Henrique, 12, sumiram no dia 27 de dezembro depois que saíram para brincar.

Sete meses de investigação

 

Há sete meses, a Polícia Civil investiga o desaparecimento dos três meninos em Belford Roxo.

Nesse período, os agentes já trabalharam com várias linhas de investigação — entre elas, a de que as crianças tenham sido vítimas de traficantes da região.