Ex-governador de SP, Geraldo Alckmin é denunciado por lavagem de dinheiro, corrupção e falsidade ideológica

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O ex-governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo nesta quinta-feira, 23 de julho. Ele é acusado de três crimes diferentes, corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A lavagem teria ocorrido na quantia de R$ 10 milhões em doações da Odebrecht, empresa que tem histórico de acusações em tramoias de corrupção. Essas doações não foram contabilizadas oficialmente, o que no jargão político é chamado de “Caixa 2”.

Geraldo Alckmin é acusado pelo Ministério Público de São Paulo por lavagem de dinheiro em R$ 10 milhões

A denúncia efetuada contra o governador de São Paulo seria por duas doações irregulares da Odebrecht. Uma seria de R$ 2 milhões para a campanha do Tucano de 2010 para o governo de São Paulo, e outra na quantia de R$ 9,3 milhões quatro anos depois, quando o nome do PSDB tentou a reeleição.

As doações não registradas na prestação de contas do ex-governador de São Paulo, segundo o Ministério Público, configurariam o crime de corrupção passiva. Existiria um setor de operações estruturadas da Odebrecht através de meios nada legais. Esses meios incluiriam até mesmo doleiros. O objetivo do uso deles, como mostra uma matéria publicada pelo portal de notícias G1, seria dificultar o rastreamento de dinheiro.

Para a promotoria do Ministério Público, a Odebrecht pagaria as quantias para manter alguma influência no governo estadual de São Paulo e, assim, ter facilidade em obras. Entre elas, estaria a construção da linha 6 do metrô.
A primeira doação – a de R$ 2 milhões – de acordo com o MP, teria sido repassada por meio do escritório do cunhado do ex-governador de São Paulo, Adhemar César Ribeiro.