Cadê o Witzel? Milícias expulsam moradores de casa no Rio de Janeiro e colocam imóveis à venda

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Moradores de Itaboraí, na Região Metropolitana, de Magé, na Baixada Fluminense, e do Rio estão sendo expulsos por milicianos de suas próprias casas. O grupo toma conta dos imóveis e os põe à venda.

Em Itaboraí, moradores dizem que vivem uma crueldade sem limites imposta pelos criminosos. “Foram dezenas de moradores expulsos de suas casas e alguns dos seus comércios, por não terem dinheiro para pagar as taxas impostas pela milícia. Esses covardes acabaram com a minha vida e a vida da minha família”, contou um morador.

Outra vítima dos milicianos relata que tem vivido momentos de terror. “Chefe da milícia foi em minha casa por duas vezes junto com os capangas deles. Me obrigaram a pagar tal taxa e falaram que era de segurança das milícias. E por eu não ter o dinheiro para pagar, eles me expulsaram de casa junto com meus filhos, com a roupa do corpo”, contou a vítima.

No bairro da Lagoa e na Vila Nova, em Magé, os milicianos também estão expulsando as famílias e se declaram donos dos imóveis.

“Botam os moradores para correr, para ir embora. Ameaçam de morte: ‘vai matar a família toda’. E aí, as pessoas ficam com medo e acabam indo embora porque não tem outro meio, não tem nem a quem recorrer”, reclama um morador de Magé.

Segundo as vítimas, os milicianos agem tarde da noite. “Essa abordagem é feita de uma forma muito simples. Eles vão até a sua casa, de preferência à noite, e falam que você tem tipo 24, 48 horas para sair de dentro de casa. E aí, a pessoa entra em desespero e sai. Porque vai fazer o que? Vai pagar para ver? E avisa: ‘se vocês não saírem, vai morrer todo mundo’, diz um morador.

Na capital, a milícia controla grandes áreas da Zona Oeste. Em Pedra de Guaratiba, expulsou uma família e colocou a casa de posse, no valor de R$ 40 mil à venda. E ficam com o dinheiro.

“Eles acabaram com minha vida e de minha família. Hoje, meus filhos e eu vivemos na casa de um e de outro porque não temos onde morar”, contou a vítima.

A Polícia Militar disse que faz operações sempre que recebe denúncias. E que os canais para essas denúncias estão abertos.

Já a Polícia Civil disse que investiga a ação de milícias no rio. Mas que essas investigações correm em sigilo.