Auxílio emergencial: ordem de Bolsonaro a Paulo Guedes pode estender benefício até 2021

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Auxílio Emergencial vem sendo pago pelo governo federal desde abril. No momento, o fim do benefício está programado para dezembro. Neste período, cerca de 67 milhões de brasileiros receberam ao menos uma parcela. De abril a agosto, o valor pago era de R$ 600 – R$ 1.200 para mães chefes de família. Entre setembro e dezembro será a metade dos valores.

De acordo com informações da Veja, o ministro da Economia Paulo Guedes tem mudado o tom sobre o pagamento do benefício. Se antes ele focava em reformas, como a administrativa e a tributária, agora, por ordem do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o ministro estaria comentando com parlamentares que o povo precisa de “dinheiro na veia”.

No momento, o que importaria era manter a renda dos mais pobres. Cerca de 38 milhões de brasileiros podem ficar desassistidos com o fim do pagamento do Auxílio Emergencial, de acordo com dados da Fundação Getúlio Vargas. Bolsonaro estaria mais preocupado em manter benefícios a essas pessoas do que com as reformas, que não devem mais ser aprovadas neste ano.

Auxílio Emergencial pode ser prorrogado até março

De acordo com a Veja, o pagamento do Auxílio Emergencial pode ser estendido até março do ano que vem. Neste cenário, os beneficiários que terão direito às parcelas de R$ 300 continuariam recebendo. Se o Brasil voltar a crescer e gerar empresas, o benefício seria encerrado em março.

Caso isso não aconteça, haveria uma nova possibilidade de prorrogação até junho. Com a diminuição do valor pela metade, o governo federal estima gastar R$ 67 bilhões entre setembro e dezembro. Se continuar pagando o Auxílio Emergencial até junho, o governo gastaria cerca de R$ 100,5 bilhões.