A dura decisão de um pai entre tentar salvar uma das filhas ou deixar as duas morrerem

Compartilhe com os amigos:

Mais raro do que filhos gêmeos comuns é a difícil condição dos gêmeos siameses. Além de ser uma hipótese remota isso acontecer na formação dos bebês, apenas uma pequena porcentagem deles chega à fase adulta. A maioria morre durante o parto ou pouco tempo depois do nascimento.

Um homem de Senegal teve essa experiência e suas filhas chegaram aos dois anos e oito meses de vida. Entretanto, algo inesperado aconteceu. Ibrahima Ndiaye foi surpreendido com a notícia de que precisaria, mesmo após todo esse tempo de convivência, optar por uma das filhas, Marieme e Ndeye.

Apesar de ter uma vida confortável no Senegal, o preconceito da população contra deficientes obrigou a família a se mudar, pois as gêmeas passaram a correr sério risco de morte, não pelo problema, mas por ataques maldosos. Além disso, Ibrahima queria buscar uma solução em um país com medicina mais avançada.

Mudaram-se então para a Inglaterra, onde conseguiram apoio no hospital de Londres, Great Ormond Street, com o especialista em siameses, Doutor Paolo De Coppi.

Os exames constataram que ambas as meninas possuíam cérebro, coração e pulmões próprios, mas a notícia não era de todo uma alegria. Os sistemas digestivo e urinário era compartilhado, com apenas um fígado para as duas, bem como uma única bexiga também. Os rins eram 3, em vez de dois pares.

O coração de Marieme também foi diagnosticado fraco para aguentar sozinho o corpo da menina caso ocorresse a separação. Ela só se mantinha viva graças ao órgão da irmã, mais forte e saudável.

O médico afirmou que o coração bom também não aguentaria muito tempo e tão logo poderia falhar, caso as irmãs não fossem separadas. Nessa condição, Ibrahima precisa optar pela vida de Ndeye ou a morte de ambas, uma decisão nada fácil de ser tomada.